Chega no dia 07 de março de 2026, no espaço de eventos da prefeitura de Guaraqueçaba, a Terceira Mostra Eu Mais Velha de Audiovisual, com projetos de documentários, ficção e outras expressões do audiovisual que têm como conceito e temática, a preservação da cultura de saberes ancestrais femininos.
A mostra ainda conta com uma grande homenagem às mulheres curandeiras do Paraná e uma roda de conversa entre elas. Vale lembrar que o evento já foi realizado em anos anteriores na cidade de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, e chegou ao Paraná em fevereiro, nas cidades de Curitiba e Piraquara, tendo sucesso de público.
Com a organização das pesquisadoras e curadoras Bi Sevciuc e Lais Araújo, e da antropóloga Mariana Diniz, o propósito da mostra é estimular a elaboração cultural que preserve e divulgue a produção audiovisual de mulheres, com protagonismo das mulheres guardiãs de saberes e da biodiversidade, pertencentes a comunidades tradicionais. Nesta edição, a mostra também conta com a organização das mulheres indígenas e articuladoras territoriais Kuarahy Ava Katuete e Xapuko Nawera Puri.
Bi Sevciuc conta, que a ideia da mostra teve origem em 2021, com a publicação do livro “Eu mais velha – cura, fé e ancestralidade”, de sua autoria e de Laís Araújo, sobre saberes tradicionais de curandeiras, benzedeiras, parteiras e raizeiras do litoral do Paraná, detentoras de conhecimentos sobre processos de cura. “Depois desta pesquisa, a mostra se iniciou como uma expansão de ações socioeducacionais de preservação da memória e valorização de líderes comunitárias”, conta. “Tínhamos o desejo de realizar produções audiovisuais sobre elas e a mostra vem como uma janela de amplificação de vozes”, completa.
Em Guaraqueçaba, uma das sessões carrega o nome de Mariquinha Squenine, em homenagem a esta mulher que foi parteira, guardiã de conhecimentos sobre benzimentos, orações, defumações e remédios da região conhecida como Saco do Morro, uma das comunidades da Ilha do Superagui.
(Dona Mariquinha, uma das mulheres homenageadas pela mostra. Imagem: divulgação)
Memória Viva e Ancestralidade
Vale lembrar que este ano, além da parceria com a Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas, que assina a curadoria de uma das sessões, a mostra também tem a colaboração da Associação de Mulheres Indígenas Organizadas em Rede (AMIOR).
Para Amauê Jacintho, Guarani Nhandewa, socióloga e uma das fundadoras da AMIOR, a mostra é um instrumento importante de fortalecimento da memória dos territórios. “O evento fortalece a memória viva dos nossos territórios e a nossa ancestralidade, além de reafirmar que os saberes ancestrais seguem em nós,nos nossos corpos e nas nossas vozes”, afirma.
Esse projeto é uma iniciativa da Rede de Mulheres Eu Mais Velha e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura – Governo Federal.
Confira a programação completa: https://xn--programaoeumaisvelha-wyb1g.my.canva.site/
Serviço:
Terceira Mostra Eu Mais Velha de Audiovisual
Guaraqueçaba
Data: 07 de março
Local: Espaço de Eventos Prefeitura de Guaraqueçaba
Horário: 09h às 20h
Link redes sociais:
https://www.instagram.com/mostraeumaisvelha/
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